A gestante costuma sair da primeira consulta com duas coisas na bolsa: a caderneta oficial e, muitas vezes, o cartão do consultório. Os dois têm papéis diferentes, e vale entender cada um.
A caderneta oficial
O Ministério da Saúde descreve a Caderneta Brasileira da Gestante como o documento que "acompanha a gestante durante a gravidez, o parto e o pós-parto, reunindo informações sobre sua saúde, direitos e cuidados, e fortalecendo a comunicação entre a gestante e a equipe de saúde". A página oficial de cadernetas do Ministério também traz as edições anteriores da Caderneta da Gestante, como a 8ª edição.
Onde entra o cartão do consultório
O cartão ou a carteira pré-natal personalizada não substitui a caderneta. Ele funciona como um registro complementar e de bolso, com os dados que o obstetra quer ter sempre à mão: datas, exames, vacinas, peso, pressão e os contatos da equipe. Para a paciente, é também o objeto que ela mostra para a família. Ou seja, é identidade visual circulando.
O que colocar no cartão
- Nome do médico, CRM com a palavra MÉDICO e, se houver, especialidade com RQE. Essas são exigências da Resolução CFM 2.336/2023 para qualquer material de divulgação.
- Campos alinhados com o que você registra na consulta, para não duplicar trabalho.
- Contato para emergência e endereço da maternidade de referência.
- Espaço legível: letra grande e bom contraste ajudam quem vai preencher e quem vai ler.
O que evitar
Frases que prometam resultado ("parto garantido", "gestação sem riscos") entram no que a Resolução CFM 2.336 proíbe: garantir, prometer ou insinuar bons resultados.
Fontes
- Cadernetas e cartões (Ministério da Saúde)
- Resolução CFM nº 2.336/2023 (publicidade e propaganda médicas) (CFM)
Personalizar meu cartão pré-natal
Atualizado em 30/09/2026. Conteúdo informativo, baseado nas fontes oficiais listadas. Não substitui orientação jurídica nem a consulta ao seu conselho profissional. Decisões judiciais citadas ainda podem ser alteradas por recurso.